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GALERIA DO PARQUE | O HORROR, O HUMOR E O ABSURDO

A Casa de Cultura do Parque apresenta, de 28 de março a 28 de junho de 2026, a exposição “O horror, o humor e o absurdo” (Galeria do Parque), como parte de seu I Ciclo Expositivo. Com curadoria de José Augusto Ribeiro, a coletiva reúne trabalhos de Darks Miranda, Flávia Metzler, Ivan Cardoso e Yuli Yamagata para refletir sobre uma produção contemporânea marcada pelos aspectos imaginativo e ambíguo.

Entre filmes, pinturas e esculturas, as obras propõem experiências de saturação visual e contrassenso, nas quais a irregularidade e a monstruosidade operam como estratégias para desafiar a realidade. “A ideia é examinar como a junção de terror e comicidade produz resultados com força de insubordinação: tanto no enfrentamento das normas que parecem reger o estado das coisas no mundo, quanto na elaboração de linguagens que ultrapassam limites entre gêneros e manifestações artísticas”, afirma o curador.

A mostra conta com filmes de Ivan Cardoso — o “mestre do terrir”, termo cunhado por ele nos anos 1970. O cineasta reúne referências contrastantes em colagens quadro a quadro que articulam a tropicália, o cinema expressionista alemão, Hélio Oiticica, Zé do Caixão, o cinema marginal brasileiro, o jornalismo sensacionalista e a poesia concreta, entre outros elementos, sem atribuir um sentido fixo aos diálogos criados. Darks Miranda incorpora as linguagens do cinema e da colagem em “Uma noite perigosa na ilha de Vulcano” (2022) , editado a partir de trechos de ficções científicas produzidas entre 1950 e 1980, auge da Guerra Fria.  As pinturas de Flávia Metzler constroem cenas em fricção com a história da arte, utilizando fragmentos de imagens, objetos, arquitetura, e conceitos científicos ou filosóficos. Yuli Yamagata internaliza em suas peças referências do cinema de horror, das animações e das histórias em quadrinho japonesas, além da lógica dos ultraprocessados. Esse campo de interesse se concentra nas fórmulas de produção industrial de baixo custo (para as fábricas) e alto risco (para os consumidores), baseada em aditivos químicos, estabelecendo assim, uma espécie de “realidade transgênica”.

O I Ciclo Expositivo tem curadoria de Claudio Cretti e é uma idealização do Instituto de Cultura Contemporânea (ICCo) e foi realizado com recursos da Lei Rouanet, Ministério da Cultura, com patrocínio do banco BV, Laranjinha e Banco Itaú.

 

Imagem:
Yuli Yamagata
Materiais diversos
Diabo (Evil), 2019
Foto: Ana Pigosso


Abertura: sábado, 28 de março de 2026, 14h–18h

Período expositivo: 28 de março a 28 de junho de 2026

Quarta a domingo, das 11h às 18h

📍 Casa de Cultura do Parque

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