A Casa de Cultura do Parque tem o prazer de apresentar, de 29 de novembro de 2025 a 1 de março de 2026, seu III Ciclo Expositivo que reúne obras do coleção particular da fundadora e diretora executiva do projeto, Regina Pinho de Almeida. Sob curadoria de Claudio Cretti e Tetê Lian, este ciclo se orienta a partir da pluralidade de linguagens e suportes presentes na coleção — que transita da pintura ao som, do livro de artista à instalação – propondo uma ruptura de estruturas literárias, temporais e sonoras convencionais.
A mostra Som e Fúria na Galeria do Parque, com texto de Tetê Lian, utiliza recursos como automação, som e movimento para discutir uma fúria relativa às experiências humanas. Participam Afonso Tostes, André Komatsu, Artur Lescher, Carlos Castro Arias, Chelpa Ferro, Eder Santos, Emmanuel Nassar, Evandro Teixeira, Jaqueline Vojta, Héctor Zamora, Mariana Manhães, Marta Jourdan, Moris (Israel Meza Moreno), Nuno Ramos, Nuno Sousa Vieira, Paula Garcia, Paulo Nenflidio e Wagner Malta Tavares.
O título é emprestado de um dos mais importantes romances de William Faulkner (1897-1962), publicado em 1929 e marcado pelo emprego do fluxo de consciência e da narrativa não-linear. A expressão deriva também de uma fala de Macbeth (1623), na peça homônima de William Shakespeare (1565-1616), que descreve uma situação de grande tumulto, barulho e raiva sem sentido ou propósito útil.
Destaca-se uma obra da série Ato de… (2013), de André Komatsu, que utiliza itens de segurança de obras emolduradas para fundamentar a imagem e o sistema de fixação na parede, e o trabalho do paulista Nuno Ramos, que sublima a dimensão física de processos semânticos, lidando com a sobreposição de materiais.
“É na desobediência tecnológica presente em Som e Fúria que a gambiarra se revela como dispositivo anti-futurista: o som das máquinas na exposição não remete a uma percepção neoliberal de progresso, nem à ordenação crononormativa do tempo, mas ressoa como brecha para inovação sônica e estética na era pós-industrial, em um país à margem do capitalismo. Nesse contexto, o tempo e o relógio — tanto em Faulkner quanto no espaço expositivo — são estraçalhados, dando origem a um outro ritmo de observação e escuta.”
(Tetê Lian)
O III Ciclo Expositivo de 2025 é uma realização do Instituto de Cultura Contemporânea [ICCo] e a abertura conta com o apoio especial de Casal Garcia e Interfood.
Abertura: sábado, 29 de novembro de 2025, 14h–18h
Visitação: de 29 de novembro de 2025 a 22 de fevereiro de 2026 (prorrogado até 1 de março de 2026), de quarta a domingo, das 11h às 18h
📍 Casa de Cultura do Parque

